Como destaca Ediney Jara de Oliveira, quem lê esse movimento apenas como custo ambiental perde de vista uma das maiores oportunidades econômicas desta geração.A economia verde deixou de ser discurso distante e entrou no centro das decisões de negócios, governos e investidores institucionais.
A transição energética, puxada pela pressão por descarbonização e pela necessidade de segurança no abastecimento, já movimenta trilhões em investimentos ao redor do mundo em infraestrutura, tecnologia e inovação. Se o objetivo é competir em mercados mais exigentes e atrair capital de longo prazo, continue a leitura e entenda que vale acompanhar com atenção essa transformação.
Transição energética como eixo da nova economia
A substituição gradual de fontes fósseis por soluções de baixo carbono reorganiza cadeias inteiras: de geração de energia elétrica à mobilidade, passando por construção civil, indústria pesada e agronegócio. Nesse cenário, projetos de energia solar, eólica, hidrogênio de baixa emissão, armazenamento em baterias e redes inteligentes se multiplicam. Na leitura de Edinei Jara de Oliveira, a transição não significa “apagar” o modelo anterior de uma vez, mas sim deslocar, pouco a pouco, o centro de gravidade dos investimentos.
Cada nova usina renovável, cada frota eletrificada, cada edifício mais eficiente energeticamente gera demanda por equipamentos, softwares, serviços especializados e mão de obra qualificada. O resultado é um ecossistema econômico em expansão, que fortalece regiões capazes de oferecer estabilidade regulatória, recursos naturais e capacidade técnica.
Capital internacional em busca de projetos sustentáveis
Fundos de pensão, gestoras de recursos, bancos multilaterais e investidores corporativos incorporaram critérios ambientais, sociais e de governança em suas políticas de alocação. Em vez de direcionar capital apenas com base em retorno financeiro de curto prazo, passam a avaliar também exposição a riscos climáticos, regulatórios e reputacionais. De acordo com Ediney Jara de Oliveira, essa mudança desloca volumes expressivos de recursos para projetos de infraestrutura verde, inovação em energia limpa e soluções de eficiência.

Empresas que apresentam planos claros de descarbonização, metas verificáveis e governança consistente conseguem acessar condições mais competitivas de financiamento, seja em emissões de títulos verdes, seja em linhas especiais de crédito. A economia verde, nesse sentido, não é apenas um conjunto de boas intenções, mas um filtro concreto para a circulação de capital global.
Cadeias produtivas pressionadas por metas de carbono
À medida que grandes compradores internacionais assumem compromissos de neutralidade de emissões, suas cadeias de suprimento passam a ser cobradas pelo mesmo padrão. Fornecedores que não conseguem medir, reportar e reduzir emissões veem sua competitividade diminuir. Segundo Edinei Jara de Oliveira, essa pressão desce a escada produtiva: da multinacional para a indústria local, da indústria para transportadoras, do varejo para produtores rurais.
Inovação, empregos e desenvolvimento regional
A transição energética também abre caminho para novos polos de desenvolvimento. Regiões com alto potencial de energia renovável, disponibilidade de minerais estratégicos ou base agrícola robusta podem atrair indústrias associadas à economia verde, desde que ofereçam infraestrutura e segurança jurídica. Na visão de Ediney Jara de Oliveira, isso significa oportunidades concretas de geração de empregos qualificados em engenharia, tecnologia da informação, serviços técnicos e manutenção de equipamentos.
Startups e centros de pesquisa participam desse movimento ao desenvolver soluções para armazenamento de energia, gestão inteligente de redes, reaproveitamento de resíduos e captura de carbono. A combinação entre capital de risco, universidades ativas e políticas públicas bem desenhadas acelera a criação de negócios inovadores, que podem escalar globalmente a partir de ecossistemas locais.
Riscos de atraso e necessidade de visão estratégica
Apesar do volume de recursos em circulação, a transição energética não avança no mesmo ritmo em todos os países e setores. Ambientes com incerteza regulatória, resistência a mudanças e infraestrutura defasada correm o risco de perder protagonismo na economia verde. Como conclui Edinei Jara de Oliveira, empresas e governos que tratam o tema apenas como obrigação regulatória tendem a responder tarde demais, quando cadeias produtivas já se reorganizaram em torno de novos padrões.
Autor: Roger Tant
