À medida que expandiu sua operação internacional, Benarrivati afirma ter substituído decisões concentradas na fundadora por uma estrutura baseada em lideranças regionais, processos e padronização operacional
Toda empresa criada por um empreendedor enfrenta, em algum momento, o mesmo desafio: transformar o conhecimento acumulado pelo fundador em uma estrutura capaz de funcionar além dele. Nos primeiros anos, decisões costumam permanecer concentradas em quem conhece cada cliente, cada fornecedor e cada detalhe da operação. À medida que o negócio cresce, no entanto, essa lógica deixa de representar uma vantagem competitiva e passa a impor limites à expansão.
Foi esse processo que a Benarrivati afirma ter vivido ao ampliar sua atuação internacional. Fundada em 2008 por Antonella Giancoli, a empresa passou a operar em diferentes mercados, mantendo a fundadora na definição da estratégia, mas redistribuindo responsabilidades operacionais entre lideranças regionais. Segundo a companhia, o objetivo não foi reduzir a participação da CEO, mas construir uma organização capaz de preservar seus padrões de atendimento sem depender da presença direta da fundadora em cada decisão.
“Existe um momento em que o crescimento exige uma mudança de postura do próprio empreendedor. Se todas as decisões continuam passando pela mesma pessoa, a empresa cresce até o limite da capacidade dessa pessoa. A partir daí, é preciso construir uma organização, e não apenas ampliar uma operação”, afirma Antonella Giancoli.
Segundo a executiva, a expansão internacional exigiu revisar a forma como o conhecimento era compartilhado dentro da empresa. Procedimentos que antes dependiam da experiência individual da fundadora passaram a ser documentados, discutidos entre as equipes e incorporados aos fluxos operacionais, permitindo que decisões fossem tomadas mais próximas da execução das viagens.
Na prática, explica Antonella, isso significou estruturar lideranças regionais responsáveis pela condução das operações em seus respectivos mercados, mantendo a estratégia corporativa centralizada, mas descentralizando a gestão cotidiana.
“A função do fundador muda ao longo do tempo. No início, ele resolve problemas. Depois, precisa construir mecanismos para que a equipe consiga resolvê-los com autonomia. Se o conhecimento permanece apenas na cabeça de quem criou a empresa, ela dificilmente conseguirá crescer de forma consistente”.
Segundo a Benarrivati, essa estrutura busca aproximar as decisões de quem acompanha diariamente fornecedores, clientes e particularidades de cada destino. A empresa afirma que as lideranças regionais trabalham de forma integrada, compartilhando informações, procedimentos e padrões de atendimento desenvolvidos ao longo da trajetória da companhia.
Para Antonella, a descentralização não significa abrir mão da identidade construída desde a fundação, mas criar instrumentos para que ela possa ser reproduzida em diferentes países sem depender exclusivamente da atuação direta da CEO.
“Padronizar não significa tornar tudo igual. Significa garantir que determinados princípios estejam presentes independentemente da equipe ou do destino. A autonomia só funciona quando existe clareza sobre quais decisões podem ser tomadas localmente e quais continuam fazendo parte da estratégia da empresa”.
A tecnologia também passou a desempenhar papel importante nesse processo. De acordo com a empresa, plataformas de gestão, documentação compartilhada e integração entre escritórios permitiram reduzir a dependência de informações concentradas em poucas pessoas e ampliar a coordenação entre equipes distribuídas em diferentes países.
Antonella afirma que a profissionalização da gestão é um processo contínuo e acompanha o amadurecimento da empresa. Para ela, formar lideranças tornou-se tão importante quanto desenvolver novos produtos ou ampliar a presença internacional.
“Crescer deixou de significar apenas abrir novos mercados. Hoje significa desenvolver pessoas capazes de tomar decisões alinhadas aos valores da empresa, mesmo quando eu não participo diretamente da operação. É assim que o conhecimento deixa de pertencer ao fundador e passa a fazer parte da organização”.
Na avaliação da executiva, esse movimento representa uma mudança comum a empresas de serviços que atingem um novo estágio de desenvolvimento. À medida que aumentam a complexidade operacional e a presença internacional, a capacidade de documentar processos, distribuir responsabilidades e fortalecer lideranças passa a ser tão importante quanto o conhecimento técnico que deu origem ao negócio.
Sobre a Benarrivati
A Benarrivati é uma empresa internacional especializada no planejamento de viagens sob medida, reconhecida por sua solidez, idoneidade e credibilidade no mercado. Sob a liderança de sua fundadora, Antonella Giancoli, a marca atua como uma rede de Destination Management Companies (DMCs), com sede principal na Itália e com filiais nos Estados Unidos, Europa e Brasil. Pautada pelos valores de transparência, colaboração e responsabilidade, a Benarrivati elimina intermediários ao operar com equipes e concierges locais próprios nos principais destinos do mundo. Com uma trajetória marcada por feedbacks altamente positivos e relações de confiança de longo prazo, a empresa desenvolve mais de mil roteiros tailor-made por ano, consolidando-se como uma verdadeira parceira de seus clientes na criação de experiências autênticas, seguras e memoráveis.
